FERNANDO PRESTES 2001-2018
Após 40 anos irmãos se reencontram em Agulha

Publicado em 22/09/2019 as 17h50

Os irmãos Gumercindo Almeida, 47 anos residente em Aguaí-SP e Ornilda Camargo de Almeida, 73 anos, moradora de Agulha se reencontraram após 40 anos. A última vez que se viram foi no município de Rio Pardo de Minas bem ao norte de Minas Gerais, quando o caçula Gumercindo tinha sete anos de idade.

 

Essa história de separação teve início em 1979 quando Ornilda, a filha mais velha do casal Belmiro e Maria Rosa, já casada com Deusdete e com três filhos, resolveram deixar o roçado no norte de Minas gerais migrando para São João do Ivaí no Estado de Paraná. Desde aquele abraço de despedida no irmão ainda menino, o reencontro aconteceu ontem (21/09) às 19h em Agulha.

 

Orinilda, ou dona Ní, como é conhecida, morou no Paraná até 1994, quando por sugestão de uma filha que já residia em Agulha veio de mudança para o Estado de São Paulo. Gumercindo que já era órfão de pai, aos 17 anos também perdeu sua mãe. Ainda menor veio para a cidade de Campinas trabalhar na construção civil e perdeu o contato com os irmãos que ficaram em Minas Gerais e também com Ornilda.

 

A localização e reencontro

Em tempos de redes sociais a comunicação entre pessoas tem ficado mais fácil e foi por pelo aplicativo Facebook que Maria, uma das três filhas de dona Ní, conseguiu localizar Gumercindo. Teve conhecimento que residia com a esposa e filha na cidade de Aguaí, próximo a Pirassununga-SP. A localização foi no início deste mês. Combinaram um reencontro.

 

As 17h30 de ontem, dona Ni,  esperava na varanda de sua residência no Jardim Vista Alegre em Agulha a chegada de seu irmão. As filhas Maria, Ana e Cláudia providenciaram a ela um vestido novo azul. Na varanda contou à reportagem sua história num misto de empolgação, ansiedade e felicidade. Afinal, 40 anos é muito tempo.

 

Era noitinha quando Gumercidno chegou em Agulha. Foi recebido ainda na entrada da cidade pelas sobrinhas e levado ao encontro da irmã. Na calçada se abraçaram por vários minutos. “Ah meu irmão achei que tivesse te perdido. Graças a Deus te encontrei” disse Ornilda olhando fixamente nos olhos de seu irmão.

 

Após as apresentações dos familiares, foi servido um jantar numa confraternização que esperou 40 anos para acontecer.