FERNANDO PRESTES 2001-2018

MATÉRIAS ESPECIAIS

A ferrovia que virou canyon

Publicado em 22/07/2017 as 10h

 

Por José Saul Martins*

 

Ao retratar o Brasil não existe a possibilidade em não mencionar a participação das ferrovias no contexto desenvolvimento  principalmente na região Sudeste e particularmente no  Estado de São Paulo. A pauta econômica era ditada pela agricultura cafeeira que povoou o interior ainda nas frescas pegadas dos Bandeirantes com plantas e colonos.
 

Mas a agricultura esbarrava na logística da escoação do “ouro negro” já que São Paulo não dispunha de malha fluvial apta a colaborar com entrega do café em Santos.
Diante disso os fazendeiros exerciam firme participação no cenário político econômico e as ferrovias riscavam o interior paulista levando e trazendo mercadorias, pessoas e sonhos. 

 

Um desses trajetos que compunham a malha ferroviária paulista no começo do século passado foi Ferrovia Monte Alto da Companhia de Melhoramentos Monte Alto. Com um percurso de 32 quilômetros  partindo de Ibitirama,  passando por Monte Alto, Homem de Mello, Tabarana e Vista Alegre do Alto.  Havia uma outra parada não oficial mas é lembrada pelos usuários: o Posto 5.

 

Do começo ao fim
Segundo informações constantes em publicações que circularam durante vários períodos, desde o frenesi da inauguração como a tristeza do encerramento das atividades em 1956 a estrada de ferro foi um empreendimento importantíssimo para a época.

 

O vista alegrense Celso Chaves, 80 anos, lembra perfeitamente do tempo que usava a ferrovia. Conta que quando menino ia frequentemente com seu pai até Monte Alto fazer compras e era preciso tomar muito cuidado com as fagulhas que a locomotiva soltava pela chaminé. “Parecia uma brasinha a toa e quando a gente via a roupa da gente estava furada” disse Chaves em tom bem humorado. 
 

Mas as finanças da ferrovia não andavam bem e em 1938 foi anexada a Estrada de Ferro Araraquara e passou a fazer parte da malha paulista de ferrovias. Segundo o jornal Folha da Manhã em sua edição de 29/04/1953 veiculava o seguinte título em sua página 8 (http://acervo.folha.uol.com.br/fdm/1953/04/29/1/): “Cinco estradas constituirão a Rede Ferroviária Paulista”  e destacava: “Sorocabana, Araraquara, Monte Alto, São Paulo e Minas e, Bragantina vão ser incorporadas à autarquia – Ainda no primeiro semestre deste ano a criação do órgão centralizador das ferrovias”.  Mesmo com a incorporação a rede estadual a ferrovia foi desativada em 1956 deixando lembranças.

 

Novos tempos
Com a retirada dos trilhos em 1956 o espaço do leito da ferrovia começou a ser ocupado por agricultores em suas lavouras e o traçado foi apagado literalmente. Exceto alguns pontos.
Como é possível apagar o trecho da ferrovia que fora aberto no meio de uma serra? Não tem jeito.

 

Mas, passado 60 anos desde a extinção da ferrovia começa a surgir novas ideias e práticas sobre essas marcas da história.  E o sulco do traçado no topo da serra deixou de ser ferrovia e passa a ser um canyon na “Serra do Morrinho de Santa Luzia”.
 

No último dia 20/06 um grupo de ambientalista de Monte Alto e algumas cidades vizinhas ao canyon (Vista Alegre do Alto, Fernando Prestes, Cândido Rodrigues e Pirangi), juntamente com Rodrigo Robes, engenheiro ambiental da Usina Nardini, proprietária da Fazenda Santa Luzia onde está inserida a maior parte do canyon, estiveram visitando o local. 
 

A ideia dos visitantes é ter o local como espaço alternativo em cultura, educação e eco-turismo. Pensando nesse viés Robes já faz prospecção no desenvolvimento que pode ocorrerem na região e pontua alguns aspectos: desenvolvimento ambiental, científico, cultural, de ecoturismo e social.

 

*José Saul Martins é jornalista e criador do jornal e site A Trombeta

Canyon sendo visitado por ambientalistas

Canyon sendo visitado por ambientalistas

Ferrovia Monte Alto por ocasião de sua construção

Ferrovia Monte Alto por ocasião de sua construção

Ambientalistas durante visita no Morrinho de Santa Luzia

Ambientalistas durante visita no Morrinho de Santa Luzia

Estação de Vista Alegre do Alto que foi restaurada

Estação de Vista Alegre do Alto que foi restaurada

Celso Chaves lembra quando viajava pela ferrovia

Celso Chaves lembra quando viajava pela ferrovia


Anjos e guardiãs. Histórias de superação e amor à vida

Publicado em 12/12/2016 as 18h


Por José Saul Martins*


A narrativa a seguir tem a finalidade de tirar o leitor da zona de conforto ou até mesmo fazer com que reflita sobre a real magnitude de seus conflitos e problemas.


Cezar, João Vitor e Nicole. Três crianças com algumas diferenças e muitas particularidades. Onze, nove e dois anos de idade respectivamente.

A ideia em fazer uma reportagem sobre crianças com necessidades especiais surgiu após algumas idas e vindas a São José do Rio Preto com a “van” da Saúde. Durante essas viagens notei alguns passageiros especiais e seus tutores. Pequenos passageiros, que certamente não viam as luzes brilhantes que correm através das janelas, dos nem tão confortáveis veículos que os transportam em busca de ajuda médica em centros maiores.


A paralisia infantil

Com 44 anos, Maria José dos Santos é hoje a mãe de João Vitor Viegas Ribeiro da Luz. No dia da entrevista chovia e nos acomodamos na cozinha da casa no bairro Jardim Villa Carlin, em Fernando Prestes. João Vitor estava fixado em sua cadeira com semblante de moleque arteiro e alegre.

Maria José arrumou o cabelo e sentou, ao lado do garoto, com certa dificuldade devido ao aparelho ortopédico em sua perna. Aparelho ortopédico? Isso. A paranaense de Goio-Ere teve paralisia infantil aos 11 anos e traz uma bota ortopédica em sua perna direita desde sua meninice. João entende tudo que está acontecendo e se comunica com olhares, gestos e com o nariz que tecla a tela do smartphone mandando figurinhas, principalmente à sua irmã Kesia.

Após complicações no parto João Vitor nasceu com sequelas de coordenação motora. Como sua mãe biológica precisava trabalhar na lavoura Maria José começou a cuidar de João quando ele tinha apenas três meses de vida. Certo dia entre o ir e voltar da casa do garoto até Maria José, pois durante a noite ele ficava com a mãe, ela resolveu pedir João em adoção. Sob o consentimento da família o menino foi morar com sua nova mãe.


A pergunta

Por que você adotou o João?

Resposta: Para ele não sofrer como eu. Não ser rejeitado como fui pela minha própria família. Silêncio na cozinha. Maria José explicou que teve problemas a poliomielite quando criança, pois sua família não aceitava a doença e a renegava. “Hoje, até entendo que éramos de uma família pobre e eu era vista como um empecilho. Sobrevivi e estou aqui cuidando desse ser humano maravilhoso”, disse Maria José.

A luta de toda a família de João Vitor é fazer com que ele seja uma pessoa independente, sem precisar de ninguém para sobreviver. Além do menino ter acompanhamento periódico de profissionais de saúde, que promovem sua habilitação físico-motora, ele estuda e está na 2ª série do Ensino Fundamental, em uma escola  pública aqui em Fernando Prestes.


A mineira dona Nice e sua netinha Nicole

Mãe de cinco filhas, a mineira natural de Jacué, cuida sozinha de Nicole de dois anos e meio, portadora de hidrocefalia e de outros netos. Eunice Aparecida da Silva, de 60 anos, mora com uma das filhas que não é a mãe de Nicole e, vários netos, no Jardim Vista Alegre, no distrito de Agulha.

Dona Nice contou que sua filha é dependente química e tem períodos de sobriedade e outros de crise. “De vez em quando ela some sem dar notícias ficando jogada nesse mundo”, lamentou Nice que cuida, além de Nicole, de Adriele e Laine, irmãs da Nicole.


Retirantes

A história da vida de Eunice é repleta de sofrimento e luta constante de sobrevivência. Disse que seu marido era alcoólatra e fez muita besteira na vida. Contou que logo após o casamento foram morar em uma região nos confins do Mato Grosso, na divisa com o Amazonas. “A gente vivia mudando de fazenda em fazenda e a cada retirada vendíamos todas as criações e os ‘trens’ (utensílios domésticos) e aí tinha que lutar mais de ano para conseguir tudo novamente”, falou Nice.

Esse vai e vem durou até Eunice engravidar de Silvana, a mãe de Nicole. Pensando no bem estar do bebê que estava por vir, enfrentou o marido e saiu de Mato Grosso. Moraram um tempo no Paraná e mudaram para Agulha, quando todas as filhas já tinham nascido.

Durante a entrevista Nicole acordou e a avó a apanhou no berço protegido por um tule para evitar que mosquitos piquem a menina.

Segundo a avó a garota nasceu normal. No entanto algum tempo depois começou a apresentar problemas e foi diagnosticada com hidrocefalia. Uma doença rara, que é o acúmulo de líquidos nas cavidades craniana que pode causar danos cerebrais.

Após essa constatação Eunice deixou de trabalhar na lavoura e passou a se dedicar exclusivamente para a neta, pois a mãe da menina fica constantemente ausente. Nesse período de tratamento Nicole teve meningite, agravando ainda mais seu quadro neurológico.

A alimentação da criança é feita com um leite especial e que custa caro e mesmo recebendo ajuda do município, muitas vezes acaba comprando com o dinheiro da pensão do marido. Dona Nice acredita na recuperação da netinha. “O grande sonho de minha vida e ver a Nicole crescer e brincar com as irmãs e primos” concluiu a avó.


Os medos da mãe de Cezar

A notícia de que um outro garoto, também portador de necessidades especiais, Cezar Augusto Pereira Waltman, de 11 anos morava ali perto chegou quando entrevistava dona Nice. Bati na porta da casa indicada, no Jardim Vista Alegre, em Agulha e fui atendido por uma mulher ainda jovem: a mãe de Cezar. Pediu alguns minutos para troca-lo, pois ele estava dormindo e acabara de acordar.

Ao chegar à sala da casa vi um jovem no colo de sua mãe. Imediatamente veio em minha mente a Pietà de Michelangelo. Felizmente Cezar estava e está vivo. Apesar de seus 11 anos, Cezar é alto e preenche todo o colo de Ana Paula, de 34 anos.

O caso de Cezar e Ana Paula foi o típico caso de desdém, que são tratadas pelo Estado: as mães grávidas pobres e sem recursos financeiros e os acompanhamentos durante suas gestações. Fez apenas um exame pré-natal. Ana Paula disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) previu que ela daria a luz a seu filho por parto normal. Passado o prazo de nascimento ela procurou por ajuda médica, mas retornou para casa com a resposta de que na “hora certa” a criança nasceria.

Não tendo as contrações peculiares das mulheres em trabalho de parto, Ana Paula percebeu que Cezar nasceria após o rompimento da bolsa amniótica. Foi socorrida a maternidade mas não a tempo de suprir o filho com oxigênio, sem contar que no parto de Cezar houve a necessidade do uso de fórceps. A carência de oxigênio no pequeno corpo do menino provocou lesões irreparáveis afetando principalmente o sistema neurológico.

Apesar de se comunicar com os familiares por olhares, gestos e murmúrios, hoje o pré-adolescente é totalmente dependente, se alimenta apenas de líquidos e não consegue expelir a secreção que junta em sua boca, sendo necessário a intervenção dos dedos ágeis de sua mãe: a guardiã.


Sentados no sofá

O pai de Cezar chegou com as compras do supermercado e sentou-se conosco no sofá. Um tanto quanto emocionado após a retirada do catarro da boca do menino, perguntei à mãe porque não tentavam mais um filho: “o Cezar toma muito tempo e requer muitos cuidados e talvez a gente não consiga atender outra criança”, disse ela. Outra pergunta: isso é medo de não dar conta do recado? Ela responde com os olhos cheios de lágrimas: “Disso não tenho medo. Tenho medo mesmo do nosso Cezar morrer”.


Agradecimentos: Aos enfermeiros Adriano Luchetti (UBS “Bento Franzoni”) e Sonia Agassi (UBS “José Doce Filho”) pelo apoio durante a produção deste conteúdo


*José Saul Martins - jornalista e diretor do jornal e site A Trombeta

João Vitor fazendo graça com M aria José no quarto onde d o r m e m

 

O garoto passando mensagem para a irmã Kesia

 

Sala da casa cheia de netos e avó com a caçula Nicole no colo

 

Nicole e a avó observam a irmã e seu coelho e o primo tentando
tocar o violão

Cezar e sua mãe Ana Paula durante entrevista

 

A familia de Cezar: a mãe Ana Paula, o pai João Carlos e a avó mater na

 

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Saiba mais sobre as Eleições Municipais em Fernando Prestes e Cândido Rodrigues

Publicado em 01/10/2016 as 18h30

No próximo domingo, 02 de outubro, acontece a votação das Eleições Municipais 2016.

O Tribunal Regional Eleitoral destaca que o eleitor deve comparecer a sua seção eleitoral munido de documento oficial com foto. Entre os aceitos estão: a carteira de identidade, de trabalho e de motorista. Além disso, é recomendável que ele leve, ainda, o título de eleitor, para localizar mais facilmente sua seção eleitoral dentro do local de votação.

O horário de votação é das 8 às 17 horas. Na urna eletrônica, o primeiro voto é para vereador e, em seguida, para prefeito e vice-prefeito.


Veja a distribuição das seções em Fernando Prestes, Agulha e Cândido Rodrigues:


Fernando Prestes

Escola Municipal Clélia Machado de Freitas

Rua José Agustoni, 777 Centro

Seções: 5, 6, 7, 8 e 132


Escola Estadual Francisco Sales de Almeida Leite

Rua Pierina Rondanin Boer, 646 - Centro

Seções: 71, 74, 94, 110, 155 e 162


Distrito de Agulha

Escola Municipal Vergilio da Silva Camargo

Rua Coronel Camisão, 514

Seções: 9, 10, 86, 107 e 142


Candido Rodrigues

Escola Municipal Rizzieri Poletti

Rua Paraná, 81 – Centro

1,2,3,4,79,96,121 e 156


 


TURISMO

Pensando em viajar no final do ano? Que tal unir lazer com cultura e aproveitar para visitar um museu?


 

​Publicado em 27/09/2016 as 15h30

De acordo com o Travelers' Choice Museus 2016, a Pinacoteca de São Paulo foi considerado o melhor museu do País e da América Latina, o museu paulistano também ocupa a 19ª posição no ranking mundial. A votação foi realizada pelos usuários do site TripAdvisor, plataforma de planejamento e reserva de viagens.
Outros três museus paulistanos também estão entre os dez melhores do país, segundo os usuários: o Museu do Futebol, o Catavento Cultural e Educacional e o Masp. Na lista dos mais bem avaliados do continente, além da Pinacoteca, aparecem o Instituto Inhotim, o Instituto Ricardo Brennand, o Museu Oscar Niemeyer e o Museu do Futebol entre os dez primeiros (veja a lista abaixo).


Os 10 melhores museus do país, segundo o Travelers' Choice Museus 2016
1. Pinacoteca de São Paulo – São Paulo, SP
2. Inhotim - Brumadinho, MG
3. Instituto Ricardo Brennand - Recife, PE
4. Museu Oscar Niemeyer - Curitiba, PR
5. Museu Imperial - Petrópolis, RJ
6. Museu do Futebol - São Paulo, SP
7. Catavento Cultural e Educacional - São Paulo, SP
8. Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) - São Paulo, SP
9. Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS - Porto Alegre, RS
10. Museu Cais do Sertão - Recife, PE


Os 10 melhores do Travelers' Choice Museus - América do Sul
1 Pinacoteca de São Paulo - São Paulo, Brasil
2 Inhotim - Brumadinho, Brasil
3 Museu do Ouro - Bogotá, Colômbia
4 Museu Larco - Lima, Perú
5 Instituto Ricardo Brennand - Recife, Brasil
6 Museu Oscar Niemeyer - Curitiba, Brasil
7 Museu Botero - Bogotá, Colômbia
8 Museu Imperial - Petrópolis, Brasil
9 Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires (MALBA) - Buenos Aires, Argentina
10 Museu do Futebol - São Paulo, Brasil

Pinacoteca em São Paulo atrai milhares de visitantes todos os anos com exposições nacionais e internacionais/ Arquivo Jornal A Trombeta


Museu Cais do Sertão em Recife-PE faz muitas referências a Luiz Gonzaga |Imagem: http://mandacarusp.com.br/


RUMO A CAPUTIRA

Ciclistas de Catanduva fazem pedal matutino à Caputira

Publicado em 05/04/2016 as 16h


Por José Saul Martins


Até achei que estava atrasado, pois o “pedalzinho” estava marcado para sair às 7h. Cheguei as 6h55 e o Mauro Luchetti já estava esperando, pois apoio que é apoio chega antes. O “pedalzinho da vó Lourdes” do domingo dia 03/04 sairia defronte ao condomínio “LLuminar Residencial” e por terra iriamos até ao bairro da Caputira.


Enquanto chegava a turma, me explicavam que normalmente os grupos de ciclistas, também chamados de “pedais”, organizam trilhas mais longas e trajetos diferentes. Cada grupo com seu roteiro, mas nesse dia,  a “vó Lourdes”  organizou um passeio com integrantes de vários times. Bombou. Durante a chamada notamos a presença de mais de 50 participantes.


A largada foi às 8h30 e rumamos à Caputira. O destino do pedal daquele dia foi um bairro do município de Elisiário, famoso por suas “porcadas” e nosso trajeto, segundo o Google foi de 9,8 km. A ida foi tranquila e o grupo preenchia entre a dianteira e nós que erámos os últimos no apoio, uma extensão de três quilômetros na Estrada da Barroca. Na Caputira estava marcado o café e em seguida o retorno. Chegamos as 9h40. Café servido e o folego recuperando.


O café e histórias

Apenas um pedacinho de bolo me saciou e fui para o bate papo com os participantes. Havia explicado ao grupo em nossa largada o motivo da minha presença, mas na Caputira  disse estava ali fazendo uma matéria sobre as várias aplicações das bicicletas e uma delas era aquilo que estavam fazendo: “montain bike”.


Maria de Lourdes Sanches Serain, 60 anos, aposentada, dona de casa, esportista

convicta e titular de uma jovialidade de dar inveja. No dia anterior participara de um triatlo em São José do Rio Preto. Mostrava orgulhosa, sua medalha de participação. Falei com dona Lourdes, não penas por ser a organizadora, mas por ser a mulher mais idosa do grupo.  Disse que começou a pedalar há dois anos por incentivo do genro e não parou mais.

Claro que a dona Lourdes trouxe a família inteira. Todo mundo convocado inclusive seu genro incentivador, filha e os netos, um deles o caçula do grupo: Thales Serain Coelho, 8 anos. Perguntei o que estava achando do passeio e me confessou estava um pouco cansado mas já era o quarto “pedal” que participava. Estava com o pai Thiago, a mãe Ana Paula e o irmão mais velho Thomaz.

 

Alegre e aparentando bem menos que seus 66 anos, Antonio Perez Martins, comerciário é o mais velho do “pedalzinho” deste domingo. Por incentivo do filho, Martins disse que pedala há três anos e cada dia que passa faz mais amizades.

 

O advogado Thiago Coelho de 38 anos, genro e incentivador de dona Lourdes tem uma história para contar. Juntamente com seis companheiros (Marcelo e Ricardo Bittencourt, David Grandolfo, Cristian Balduino, Cezar Pincini e Sérgio “Ilhabela”) participaram de um pedal internacional. Saíram de Rio Grande-RS e foram até Buenos Aires na Argentina. Pedalaram 970 km em nove dias.

 

Café tomado chegou a hora de retornar à Catanduva. Fiz questão de fazer uma foto exclusiva dos garotos do passeio e voltamos continuando no apoio com a pick-up do Mauro. A volta foi mais cansativa e acabamos por transportar três bikes na caçamba da caminhonete.  Chegamos por volta das 12h ao mesmo local de partida, com o céu azul e um sol a pino. Os participantes contentes e satisfeitos e eu marinheiro de primeiríssima viagem deslumbrado.

 

IMAGENS 



A SEMENTE

A cápsula fúnebre que transforma o falecido em árvore

Publicado em 02/03/2016 as 7h

Aquela idéia de cemitérios com jazigos frios e cinzentos ou então descampados com lápides brancas e seus nem tão criativos epitáfios já estão ficando obsoletos. Um projeto criado na Itália denominado “Cápsula Mundi” promete dar uma nova forma de sepultamento e ainda ser ecologicamente correto.


A morte sempre foi uma das mais enigmáticas questões da humanidade. Sabe-se onde está o corpo, mas o plano espiritual ainda é uma questão de fé e de religiosidade. No entanto, ao longo de muitas gerações respeitando e defendendo as crenças religiosas existem, foram criados certos rituais para perpetuar o corpo lugares de visitação para lembrar o ente querido, amigo ou familiar.


A iniciativa é chamada, “Cápsula Mundi " e, em suma, é a forma mais ambientalmente correta para sair deste plano terreno e dar o último adeus fundindo-se com a natureza.


Capsula Mundi é um projeto de Anna Citelli e Raoul Bretzel, que prevê uma abordagem diferente sobre a morte. É um recipiente em forma de ovo, uma forma antiga de sepultamentos feita de material biodegradável, onde os entes queridos falecidos são colocados para o enterro. 


O “ovo” em seguida é enterrado como uma semente na terra. Uma árvore escolhida em vida pelo falecido será plantada em cima dele e servirá como um memorial para  aqueles que morreram e como um legado para a posteridade e para o futuro do planeta. 


“Família e amigos vão continuar a cuidar da árvore à medida que cresce. Cemitérios vai adquirir um novo olhar e, em vez da paisagem fria e

cinzenta que vemos hoje, eles vão crescer em florestas vibrantes. O projeto ainda está em fase inicial, mas incentivada pelo entusiasmo o mundo está aderindo ao novo conceito e estamos trabalhando para torná-lo uma realidade”, diz o site da “Cápsula Mundi”.​

Ilustração mostra a posição dos "ovos" e das árvores






 



​MUNDO PET

Dicas e cuidados com os pets

É muito comum nos dias atuais às pessoas terem um ou até mais de um animal de estimação. No entanto não se atentam para os cuidados básicos necessários para o bem estar de seus animais. Muitas vezes  o animal é adotado e quando chega na fase adulta é maltratado, abandonado e até morto pelos donos. A Trombeta vai publicar periodicamente alguns textos abordando o bem estar dos animais de estimação.

Publicado em 29/02/2016 as 5h *

Família: um amigo deve levar só alegrias. Antes de levar um animalzinho para casa, tenha certeza de que ele não será motivo de discórdia e brigas. Caso contrário, todo mundo vai sofrer, principalmente ele.


Alimentação: um animal bem alimentado é um amigo feliz. Forneça alimentos apropriados, de acordo com a espécie e a idade do animal. Os adultos devem ser alimentados duas vezes ao dia, e os filhotes de quatro a seis vezes ao dia. Mantenha sempre a água limpa e fresca à disposição. Recolha os restos de alimentos do comedouro do animal, evitando, assim a proliferação de ratos, baratas e formigas.


Higiene: o cão deve ter abrigo confortável, protegido do sol, da chuva e do vento. Para evitar algumas doenças, recomenda-se um banho por mês. Já os felinos são animais muito limpos e não precisam tomar banho frequentemente. E lembre-se: todo proprietário deve recolher as fezes de seu animal nas ruas, nas calçadas e nos parques. É uma atitude de cidadania e obrigatória por lei.


Cuidados Médicos: seu amigo também precisa ir ao médico. Ao desmamar, ele deve visitar o médico veterinário para desverminar e receber as vacinas. Os filhotes devem ser vacinados com 2, 3 e 4 meses de idade, e os adultos anualmente, com vacina contra a raiva e doenças próprias da espécie. Providencie a vermifugação do seu animal seguindo as orientações veterinárias a esse respeito. E não se esqueça de levá-lo para fazer exercícios.


Atividades físicas: durante o passeio, utilize sempre coleira e guia. É segurança para o animal e para as pessoas. Se o animal for bravo, utilize também a focinheira e evite agressões.


Castração: o animal castrado vive melhor e fica mais dócil. Todo proprietário pode levar seu animal para castração, seja ele macho ou fêmea, de raça ou não. Assim, você contribui para diminuir a superpopulação de animais na cidade.


Lembre-se: Maltratar um animal, por qualquer motivo, além de cruel, é um crime que prevê penas de prisão e multa.


*Publicado originalmente na versão impressa do jornal A Trombeta edição nº207 de 17/02/2016






 



AJUDE MINAS GERAIS

Fernando Prestes faz campanha de arrecadação às vitimas de Minas Gerais

Publicado em 19/11/2015 as 10h30

Um grupo de pessoas de Fernando Prestes, liderado por Giovani Fiorotto, aderiu a uma corrente surgida em Ribeirão Preto, com a finalidade de angariar água mineral que será destinada as vitimas da tragédia em Minas Gerais.


Sob a denominação “Existe Amor em Fernando Prestes”, a campanha pretende arrecadar até dia 22/11 água mineral, que será levada a Ribeirão Preto e em seguida remetidos a Governador Valadares, cidade mineira que fara a destinação das doações.


Os pontos de coleta até o momento estão sendo na empresa Giovani  Distribuidora (Eder Fiorotto) no Distrito Industrial de Fernando Prestes e na empresa Legus, procurando por Lhais Farias e Alice Martins.


No domingo, dia 22/11, entre as 14 e 16h, as entregas das doações poderão ser feitas em pontos de coletas montados nas praças da Matriz de Santa Luzia em Fernando Prestes e da Igreja de São Sebastião em Agulha.


Divulgue. Seja solidário, pois “Existe Amor em Fernando Prestes”.


 



FUTURO DA EDUCAÇÃO

E se você tivesse estudado aqui?

Publicado em 05/10/2015 as 5h40*

Por Mildren Lopes Wada Duque **


A famosa frase: “quando se abre uma escola, fecha-se uma prisão”, atribuída a Vitor Hugo, poderia ser uma verdade se as escolas fossem mais divertidas que os shoppings, mais penetrantes que os zoológicos, tão respeitosas quanto os altares das igrejas, ou mais desejosas do que as férias. 
Se assim fossem, as escolas não teriam divisões de classes e séries, os alunos seriam livres para formarem sua própria turma, como nas brincadeiras de rua. Na escola que fecha prisões, os alunos escolheriam seus professores como escolhem seus amigos. Por isso, os professores, teriam nomes mais afetuosos: tutores. 


Os estudos seriam pesquisas de seus interesses particulares. Dentro dessas pesquisas, os tutores orientariam o grupo ou, individualmente, cada aluno, como num programa de mestrado ou doutorado. Além disso, o tutor, aproveitando a pesquisa, encaixaria nela as matérias curriculares correspondentes e outras mais avançadas, de acordo com a caminhada do aluno. 


Para as escolas fecharem as prisões é preciso não só muito livro, mas muita provocação à leitura. Os alunos por si só teriam o livre desejo de buscarem nos livros a base de suas pesquisas, sem nenhuma opressão. Seriam autônomos colhendo conhecimentos da internet, de especialistas, da família e de outras fontes, até a conclusão da pesquisa.


Escolas assim jamais aprisionariam um aluno na sala de aula, diante de uma lousa, quietos, aprendendo sem interesse e impositivamente. Para ficar melhor, as notas seriam abolidas, afinal, quem marca pessoas com números e letras são  

os presídios. As notas seriam grandes relatórios do ser total de cada aluno, feitas não só pelos tutores, mas por psicólogos preventivos, amigos, pais e pelo próprio aluno. Todavia, essa escola seria um lugar onde todos os alunos teriam responsabilidades individuais, para melhorar cada vez mais o ambiente.


O bullying ali não teria espaço, porque haveria uma assembleia só de alunos composta por prefeito, vice-prefeito e dois vereadores, a fim de organizarem, opinarem, reclamarem, criarem leis e projetos para escola. 
Essa escola deveria visitar os pais dos alunos semanalmente em suas casas.


Além disso, atenderia regularmente na própria escola cada pai e mãe, a fim de ouvir e direcionar suas vidas. As famílias seriam tão presentes que se reuniriam todas num domingo por mês, passando o dia todo na escola. Nesse dia, elas celebrariam a graça e o mistério de uma pequena escola fechar tantas “prisões”. Tudo isso poderia ser um sonho, uma tese, uma alucinação, ou, simplesmente a Escola Maria Peregrina.


Na Escola Maria Peregrina não há classes, séries e nem provão. É o aluno que escolhe seu professor, seu grupo de estudo e o que quer aprender. Nesta escola não há apostilas, porque o aprendizado do aluno parte do que ele quer pesquisar. É pela pesquisa de interesse do aluno que seu tutor (professor-orientador) vai inserindo as matérias curriculares. Diante disso, a Escola Maria Peregrina cumpre o papel de provocar prazer, liberdade e autonomia nos alunos e eliminar o monstro chamado: escola.


* Publicado originalmente na edição impressa do jornal A Trombeta edição 203 de 25/09/2015
** Mildren Lopes Wada Duque, fundadora da Escola Maria Peregrina em São José do Rio Preto-SP

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