FERNANDO PRESTES 2001-2018
Você sabia que  muitos alimentos são estimulantes sexuais? Parte 1

Publicado em 06/06/2018

Por Fernanda Cristina Agustoni*

 

Veja como melhorar o desempenho sexual com a ajuda dos alimentos

 

Alguns alimentos têm a capacidade de esquentar a noite dos casais, pois são estimulantes sexuais. Assim sendo, existem vários alimentos que vão trazer mais sabor à mesa e também à cama. Irei listar três alimentos, para começarmos a primeira parte do nosso artigo. Mas antes, uma breve introdução sobre esses alimentos.

Você sabia que alguns alimentos podem influenciar diretamente no desempenho sexual masculino? Sim, até os nossos sentimentos mais "aflorados" dependem de bons hábitos alimentares. Certos ingredientes, através de suas composições nutricionais, agem como estimulantes naturais da libido, além de proporcionar mais prazer e satisfação ao homem. 
Certos tipos de alimentos possuem nutrientes que melhoram o fluxo sanguíneo do organismo, inclusive da região genital do homem. Além disso, ao seguir um estilo de vida saudável na alimentação, a produção de células reprodutoras masculinas também pode aumentar. Alguns cuidados com a sua saúde e nutrição podem ajudar a estimular o prazer e melhorar o desempenho sexual. Para ter uma vida sexual saudável é preciso manter uma alimentação equilibrada, em conjunto com a prática de exercícios físicos, que geram saúde e disposição, assim sendo, inclua então na sua dieta: chocolate, ostra, amendoim, peixes e temperos como pimenta, gengibre e canela.

Vamos aos alimentos.

 

CHOCOLATE: o doce nos faz sentir bem e contêm um estimulante alcaloide similar à cafeína, que dá mais pique e libido e ainda ajuda na produção de serotonina, que melhora o humor e o bem-estar. Lembrando que a melhor opção é o chocolate meio- amargo.

 

CHOCOLATE AFRODÍSIACO

Ingredientes

1/2 lt de chocolate amargo.

200 gramas de chocolate ao leite.

100 gramas de chocolate meio amargo

1 colher de chá de páprica doce

1 colher de chá de canela

4 colher de chá de chantily

 

Modo de preparo:

Leve ao fogo o chocolate ao leite, com o chocolate amargo picado e mexa até derreter.

Junte a páprica e a canela em pó. Despeje em 2 taças e cubra com o chantily, polvilhe com a noz moscada.

 

ABACATE: além de ter forma que lembra o órgão sexual feminino, esta fruta é tica em vitamina B6, potássio e gorduras boas que melhoram a vida sexual.

 

ABACATE GOSTOSURA

Ingredientes

½ abacate

1 colher de sopa de mel

1 colher de sopa de cacau em pó

 

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador e deixe na geladeira por uma hora antes de servir. As quantidade de mel e cacau podem ser ajustadas de acordo com o seu gosto.

 

PIMENTA: O sabor picante da pimenta acelera o metabolismo e causa reações fisiológicas no organismo, tais como o aumento do calor e transpiração, da circulação sanguínea e dos batimentos cardíacos. Sendo assim, favorece a irrigação em várias partes do corpo, estimulando também os órgãos genitais.

 

MOLHO AFRODISÍACO

Ingredientes

1 xícara (chá) de creme de leite fresco

1 colher (sopa) de gengibre ralado

½ colher (chá) de pimenta dedo-de-moça picada

½ colher (chá) de pimenta cambuci picada

1 colher (café) de curry

1 cravo da índia

1 pedaço pequeno de canela em pau

1 colher (café) de páprica picante

sal a gosto

 

Modo de preparo

- Numa panela coloque 1 xícara (chá) de creme de leite fresco, 1 colher (sopa) de gengibre ralado, ½ colher (chá) de pimenta dedo-de-moça picada, ½ colher (chá) de pimenta cambuci picada, 1 colher (café) de curry, 1 cravo da índia, 1 pedaço pequeno de canela em pau, 1 colher (café) de páprica picante e sal a gosto, leve ao fogo baixo e deixe reduzir até engrossar. Retire do fogo, coe e deixe esfriar. Sirva em seguida.

 

Portanto, já vimos uma parte e conhecemos (ou reconhecemos) alguns alimentos que são estimulantes naturais. Assim sendo, nada melhor que começar a utilizá-los no cotidiano, ou em datas especiais.

 

*Fernanda Cristina Agustoni é nutricionista

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Educação: a salvadora da pátria?

Publicado em 07/06/2018

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Por Maria Cláudia Machado*

 

É inimaginável, em pleno século XXI, um país não ter todas as suas crianças matriculadas e recebendo educação de boa qualidade.
Gostaria de colocar o foco nas crianças procedentes de famílias menos privilegiadas e, na maioria das vezes, desestruturadas. Se nestes lares, a família não é um modelo a ser seguido, onde poderá se sentir acolhida, protegida e orientada? Não vejo outro espaço a não ser na escola, uma escola inclusiva, que realmente cumpra a sua missão, que esteja engajada com as novas metodologias de ensino, que mantenha a criança envolvida em atividades significativas que lhe proporcionem conhecimento de mundo e lhe preparem para a vida em sociedade; uma escola que trabalhe valores como o respeito ao próximo e ao meio ambiente, a honestidade, a solidariedade, que faça com que a criança menos privilegiada se sinta integrada ao grupo, que valorize as suas capacidades, levantando, deste modo, a sua autoestima. Preconceito: nem pensar.
Estudar ainda vale a pena, ao contrário do que muitos dizem, pois ajuda a sair da ignorância, a enxergar novos horizontes, a ser livre. 
Infelizmente, vivemos num mundo em que se valoriza mais o ter do que o ser ou o saber. Este paradigma precisa ser quebrado, embora um não exclua  o outro. É perfeitamente possível ser, saber e ter. O problema é ter através de meios ilícitos, roubando, assassinando, traficando drogas. 
A educação é a base, a salvadora da pátria. Isto quer dizer menos violência, maior informação, maior poder aquisitivo e, consequentemente, um maior IDH para o país. E para as crianças oriundas de famílias desestruturadas significa a abertura de novos caminhos e o início de um círculo virtuoso.

*Maria Cláudia Machado é professora na Academia da Força Aérea.

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O reino fake dos news céus

Publicado em 10/05/2018 as 4h50*

Uma parábola é um gênero textual de cuja tipologia narrativa se extrai um ensinamento moral, ou seja, é possível pensar a condição humana – suas virtudes e misérias - e suas relações com o mundo a partir de alegorias simples feitas com metáforas acessíveis ao espectador mais iletrado. Não é por outra razão que grandes líderes, sobretudo religiosos, valiam-se de tal recurso para dialogar com o público. Jesus, por exemplo, tendo em sua plateia homens da ordem dos trabalhadores braçais, encontrava nesse gênero o espaço perfeito para relacionar o cotidiano a sua complexa filosofia, e produzir, assim, de modo lúdico, uma elucidação sobre o Reino dos Céus. Pois bem! É nesse mesmo espírito que trago um causo parabólico dentre os vários que ouvi lá pelos sertões das Minas Gerais, quando, há alguns anos, buscando me compreender, usei Guimarães Rosa como desculpa: caminhei pelos cantinhos de sua poética nos cantinhos de sua geografia - mas isso é tema para outra prosa. Enfim, quero contar-lhes, hoje, o seguinte:      Certa vez um jovem, insatisfeito com sua vida, decidiu espalhar uma fofoca a respeito de um homem mais velho. Ele dizia por todos os cantos da cidade que o homem era um velho louco e que falava palavras estranhas.  A fofoca, como toda história dessa natureza, ganhou rápidas proporções: as pessoas passaram a ignorar o homem e a acusá-lo de insanidade. Isso o levou ao isolamento e à depressão.  De início, o jovem se sentiu bem com sua atitude, mas, vendo a solidão do velho, ele se constrangeu e passou a buscar um modo de se desculpar. Arrependido, o transgressor foi falar com o ofendido, que vivia, agora, sozinho, no topo do prédio mais alto da cidade. De modo sábio, o pobre velhinho recebeu o jovem fofoqueiro e disse que poderia perdoa-lo se, antes, ele realizasse duas tarefas:  - Pegue uma folha de papel, disse o velho, rasgue em vários pedacinhos e sopre ao vento para toda a cidade. O garoto assim o fez.  -  Agora, desça lá, junte cada um deles e me traga a folha inteira. Espantado, o jovem entendeu que seria impossível. E o sábio falou - assim é uma fofoca, rapaz: quando feita, feita está. Nos tempos de Jesus, talvez, alguém o questionasse “o que isso quer dizer?”; e Ele, seguramente explicaria. Todavia, na minha pequena narrativa, a temática se evidencia sem muitos mistérios: falamos da fofoca, da detração, um dos “pecados mais saborosos” já experimentados pelo homem. Digo mais saborosos com ênfase, pois estudos já comprovaram o prazer que sentimos ao realizar tal ação. Nós somos seres inseguros e encontramos nesse ato uma forma de aproximação, isto é, ao revelar um “segredo” de alguém para outra pessoa, posso ganhar a confiança dela e, logo, nos unimos ao redor de uma mesma causa: a vida alheia.  Há uma forma de fofocar no contemporânea bastante interessante. Aliás, nos últimos tempos, eu diria que desenvolvemos uma habilidade para fofoca incomum, como se tivéssemos sofisticado nossa capacidade de inserção no meio e aprimorado as técnicas que acentuam a nossa insegurança e o medo de estarmos sozinhos: são as já conhecidas Fake News. Em tradução livre, isso quer dizer Notícias Falsas.  As redes sociais são as ágoras do contemporâneo. São aqueles espaços públicos pelos quais os cidadãos gregos transitavam e vivenciavam a polis (cidade-Estado na Grécia Antiga). Contudo, com um agravante: em razão de seu funcionamento e de sua capacidade, as redes sociais têm uma força impressionante. Ora, não estamos mais falando das constituições físicas e geográficas, mas do universo atômico da internet, lugar etéreo, onde as leis são incertas e cujas fronteiras são invisíveis ou até mesmo não existem.  Não é preciso dizer a capacidade de capilarizar uma informação da internet. Podemos fofocar em um nível inimaginável. Entretanto, é importantíssimo ressaltar o aprimoramento dessa ação. Uma fofoca é a distribuição de informações que podem ser verdadeiras. Com o intuito apenas de disseminá-la, o detrator, às vezes, está falando a verdade. No caso das Fake News, não. Trata-se da divulgação de informações falsas, surreais, sem a menor conexão com a realidade e que são viralizadas de modo irresponsável e bastante nocivo para um indivíduo ou uma sociedade.  O mais impressionante nessa prática não é o fato de circularem mentiras pelo espaço público, mas o modo como as pessoas se reconhecem e compactuam com o que está sendo propagado. Um estudo produzido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, revela que a probabilidade de uma notícia falsa ser compartilhada na internet é até 70% maior do que a de uma notícia verdadeira. E o que é mais grave, segundo um dos pesquisadores, Sinan Aral, o que faz a diferença mesmo são as pessoas, que acabam mais atraídas pelas notícias falsas porque, geralmente, são mais saborosas. Parece que o narcisismo se tornou ainda mais sintomático: as pessoas divulgam o que querem ver ou o que acreditam ser verdadeiro, aquilo com os quais elas compactuam; ou, se não, creditam apenas pelo prazer da exposição egoica e da necessidade de pertencimento. Mas é importante reafirmar que isso não é nada além da autopromoção fajuta e desesperada de um humano cansado de si mesmo e projetando suas carências e necessidades em um outro espaço.  Talvez, hoje, Jesus nos explicasse essa prática com parábolas cibernéticas e chegaríamos a uma mesma conclusão: são falsos céus inventados apenas em um novo meio, mas, não se engane, se você é adepto dessa prática, o maior prejudicado é você. E como disse o nosso velho, não tem volta: quando feito, feito está.     @felpsmarinho  Jornalista, Professor e Empreendedor em Educação

Uma parábola é um gênero textual de cuja tipologia narrativa se extrai um ensinamento moral, ou seja, é possível pensar a condição humana – suas virtudes e misérias - e suas relações com o mundo a partir de alegorias simples feitas com metáforas acessíveis ao espectador mais iletrado. Não é por outra razão que grandes líderes, sobretudo religiosos, valiam-se de tal recurso para dialogar com o público. Jesus, por exemplo, tendo em sua plateia homens da ordem dos trabalhadores braçais, encontrava nesse gênero o espaço perfeito para relacionar o cotidiano a sua complexa filosofia, e produzir, assim, de modo lúdico, uma elucidação sobre o Reino dos Céus.

 

Pois bem! É nesse mesmo espírito que trago um causo parabólico dentre os vários que ouvi lá pelos sertões das Minas Gerais, quando, há alguns anos, buscando me compreender, usei Guimarães Rosa como desculpa: caminhei pelos cantinhos de sua poética nos cantinhos de sua geografia - mas isso é tema para outra prosa. Enfim, quero contar-lhes, hoje, o seguinte:     

 

Certa vez um jovem, insatisfeito com sua vida, decidiu espalhar uma fofoca a respeito de um homem mais velho. Ele dizia por todos os cantos da cidade que o homem era um velho louco e que falava palavras estranhas. 

 

A fofoca, como toda história dessa natureza, ganhou rápidas proporções: as pessoas passaram a ignorar o homem e a acusá-lo de insanidade. Isso o levou ao isolamento e à depressão. 

 

De início, o jovem se sentiu bem com sua atitude, mas, vendo a solidão do velho, ele se constrangeu e passou a buscar um modo de se desculpar. Arrependido, o transgressor foi falar com o ofendido, que vivia, agora, sozinho, no topo do prédio mais alto da cidade.

 

De modo sábio, o pobre velhinho recebeu o jovem fofoqueiro e disse que poderia perdoa-lo se, antes, ele realizasse duas tarefas: 
- Pegue uma folha de papel, disse o velho, rasgue em vários pedacinhos e sopre ao vento para toda a cidade.
O garoto assim o fez. 
-  Agora, desça lá, junte cada um deles e me traga a folha inteira.

 

Espantado, o jovem entendeu que seria impossível. E o sábio falou - assim é uma fofoca, rapaz: quando feita, feita está.
Nos tempos de Jesus, talvez, alguém o questionasse “o que isso quer dizer?”; e Ele, seguramente explicaria. Todavia, na minha pequena narrativa, a temática se evidencia sem muitos mistérios: falamos da fofoca, da detração, um dos “pecados mais saborosos” já experimentados pelo homem. Digo mais saborosos com ênfase, pois estudos já comprovaram o prazer que sentimos ao realizar tal ação. Nós somos seres inseguros e encontramos nesse ato uma forma de aproximação, isto é, ao revelar um “segredo” de alguém para outra pessoa, posso ganhar a confiança dela e, logo, nos unimos ao redor de uma mesma causa: a vida alheia. 

 

Há uma forma de fofocar no contemporânea bastante interessante. Aliás, nos últimos tempos, eu diria que desenvolvemos uma habilidade para fofoca incomum, como se tivéssemos sofisticado nossa capacidade de inserção no meio e aprimorado as técnicas que acentuam a nossa insegurança e o medo de estarmos sozinhos: são as já conhecidas Fake News. Em tradução livre, isso quer dizer Notícias Falsas.

 

 As redes sociais são as ágoras do contemporâneo. São aqueles espaços públicos pelos quais os cidadãos gregos transitavam e vivenciavam a polis (cidade-Estado na Grécia Antiga). Contudo, com um agravante: em razão de seu funcionamento e de sua capacidade, as redes sociais têm uma força impressionante. Ora, não estamos mais falando das constituições físicas e geográficas, mas do universo atômico da internet, lugar etéreo, onde as leis são incertas e cujas fronteiras são invisíveis ou até mesmo não existem. 

 

Não é preciso dizer a capacidade de capilarizar uma informação da internet. Podemos fofocar em um nível inimaginável. Entretanto, é importantíssimo ressaltar o aprimoramento dessa ação. Uma fofoca é a distribuição de informações que podem ser verdadeiras. Com o intuito apenas de disseminá-la, o detrator, às vezes, está falando a verdade. No caso das Fake News, não. Trata-se da divulgação de informações falsas, surreais, sem a menor conexão com a realidade e que são viralizadas de modo irresponsável e bastante nocivo para um indivíduo ou uma sociedade. 

 

O mais impressionante nessa prática não é o fato de circularem mentiras pelo espaço público, mas o modo como as pessoas se reconhecem e compactuam com o que está sendo propagado. Um estudo produzido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), nos Estados Unidos, revela que a probabilidade de uma notícia falsa ser compartilhada na internet é até 70% maior do que a de uma notícia verdadeira. E o que é mais grave, segundo um dos pesquisadores, Sinan Aral, o que faz a diferença mesmo são as pessoas, que acabam mais atraídas pelas notícias falsas porque, geralmente, são mais saborosas.

 

Parece que o narcisismo se tornou ainda mais sintomático: as pessoas divulgam o que querem ver ou o que acreditam ser verdadeiro, aquilo com os quais elas compactuam; ou, se não, creditam apenas pelo prazer da exposição egoica e da necessidade de pertencimento. Mas é importante reafirmar que isso não é nada além da autopromoção fajuta e desesperada de um humano cansado de si mesmo e projetando suas carências e necessidades em um outro espaço. 
Talvez, hoje, Jesus nos explicasse essa prática com parábolas cibernéticas e chegaríamos a uma mesma conclusão: são falsos céus inventados apenas em um novo meio, mas, não se engane, se você é adepto dessa prática, o maior prejudicado é você. E como disse o nosso velho, não tem volta: quando feito, feito está.   

 

@felpsmarinho 
Jornalista, Professor e Empreendedor em Educação

Sim, elas merecem dignidade e felicidade

Por Maria Cláudia Machado*

Publicado em 10/05/2018 as 4h30**

Na obra Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens, o filósofo suíço Rousseau defende que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe, ou seja, o homem é naturalmente bom, sendo a sociabilização, as relações conflitantes com o seu meio os culpados pela deturpação do mesmo. Por outro lado, para o escritor brasileiro Augusto Cury, a ideia de Rousseau precisa ser revista, pois, para ele, “o homem nasce neutro e o sistema social educa ou realça seus instintos, liberta seu psiquismo ou aprisiona. E normalmente o aprisiona”. No entanto, em outra obra, O Contrato Social, o filósofo suíço coloca a possibilidade de  constituição de um Estado Ideal, através do consenso entre os indivíduos da sociedade, e em conseqüência desse acordo, haveria a possibilidade de garantir plenamente os direitos de todos os cidadãos. Utopia? Talvez.    Pelas ocorrências ao longo da história da humanidade, o homem nascendo bom ou neutro é aprisionado pelo sistema social em maior ou menor grau. Daí o surgimento de corruptos, alienados, gananciosos, mentirosos, preconceituosos, assassinos, traidores, mesquinhos, hipócritas...     Em se tratando de crianças, mais especificamente daquelas nascidas no seio de famílias desestruturadas, a situação é preocupante. Serão essas crianças corrompidas pelo meio? Que tipo de adolescentes e de adultos se tornarão? Se tiverem contato apenas com o seu ambiente, é provável que se corrompam e entrem no círculo vicioso já presente em suas famílias. Se conhecerem outras realidades, seria bem menos provável. E quem pode lhes mostrar outras realidades? Nós, deixando o comodismo e o preconceito de lado e aproximando-nos, principalmente, daquelas que se encontram próximas, tratando-as com carinho e levantando sua auto estima. A escola também desempenha um papel de extrema importância na vida dessas crianças, incentivando-as, orientando-as, mostrando-lhes seu valor, desenvolvendo suas capacidades, mostrando-lhes a importância do estudo em suas vidas, fazendo com que se sintam integradas na sociedade, ajudando a se sentirem e agirem como cidadãs para que possam entrar num círculo virtuoso. O país também ganharia não apenas com a redução dos gastos com assistência, mas também com o aumento do Índice de Desenvolvimento Humano que difere da perspectiva do crescimento econômico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pela renda que ela pode gerar.    Quantas crianças carentes poderiam se converter em atletas, profissionais brilhantes se fossem incentivadas, bem orientadas e se lhes fossem oferecidos meios para trilhar esses caminhos!  * Maria Cláudia Machado é professora na Academia da Força Aérea  ** Artigo publicado originalmente na versão impressa do jornal A Trombeta ediçao nº 243 de 30 de abril de 2018

"Em se tratando de crianças, mais especificamente daquelas nascidas no seio de famílias desestruturadas, a situação é preocupante". Imagem livre Pixabay.com

Na obra Discurso Sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade Entre os Homens, o filósofo suíço Rousseau defende que o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe, ou seja, o homem é naturalmente bom, sendo a sociabilização, as relações conflitantes com o seu meio os culpados pela deturpação do mesmo. Por outro lado, para o escritor brasileiro Augusto Cury, a ideia de Rousseau precisa ser revista, pois, para ele, “o homem nasce neutro e o sistema social educa ou realça seus instintos, liberta seu psiquismo ou aprisiona. E normalmente o aprisiona”. No entanto, em outra obra, O Contrato Social, o filósofo suíço coloca a possibilidade de  constituição de um Estado Ideal, através do consenso entre os indivíduos da sociedade, e em conseqüência desse acordo, haveria a possibilidade de garantir plenamente os direitos de todos os cidadãos. Utopia? Talvez.

 

Pelas ocorrências ao longo da história da humanidade, o homem nascendo bom ou neutro é aprisionado pelo sistema social em maior ou menor grau. Daí o surgimento de corruptos, alienados, gananciosos, mentirosos, preconceituosos, assassinos, traidores, mesquinhos, hipócritas... 

 

Em se tratando de crianças, mais especificamente daquelas nascidas no seio de famílias desestruturadas, a situação é preocupante. Serão essas crianças corrompidas pelo meio? Que tipo de adolescentes e de adultos se tornarão? Se tiverem contato apenas com o seu ambiente, é provável que se corrompam e entrem no círculo vicioso já presente em suas famílias. Se conhecerem outras realidades, seria bem menos provável. E quem pode lhes mostrar outras realidades? Nós, deixando o comodismo e o preconceito de lado e aproximando-nos, principalmente, daquelas que se encontram próximas, tratando-as com carinho e levantando sua auto estima. A escola também desempenha um papel de extrema importância na vida dessas crianças, incentivando-as, orientando-as, mostrando-lhes seu valor, desenvolvendo suas capacidades, mostrando-lhes a importância do estudo em suas vidas, fazendo com que se sintam integradas na sociedade, ajudando a se sentirem e agirem como cidadãs para que possam entrar num círculo virtuoso. O país também ganharia não apenas com a redução dos gastos com assistência, mas também com o aumento do Índice de Desenvolvimento Humano que difere da perspectiva do crescimento econômico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pela renda que ela pode gerar.

 

Quantas crianças carentes poderiam se converter em atletas, profissionais brilhantes se fossem incentivadas, bem orientadas e se lhes fossem oferecidos meios para trilhar esses caminhos!

* Maria Cláudia Machado é professora na Academia da Força Aérea

** Artigo publicado originalmente na versão impressa do jornal A Trombeta ediçao nº 243 de 30 de abril de 2018

 

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Pasta de Amendoim

Por Fernanda Cristina Agustoni*

Publicado em 10/05/2018 as 4h30**

Quais os benefícios? A manteiga ou pasta de amendoim sacia a fome, é saborosa, nutritiva e boa para a saúde. Muitos confundem e acham que o amendoim com seu alto teor de gordura faz parte do grupo das sementes oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas. Mas na verdade, o amendoim é uma leguminosa, mais próximo dos feijões. Metade da composição da manteiga de amendoim é gordura, e a outra metade é composta por proteína (25%), carboidrato (20%) e fibra (5%). Ela é uma excelente fonte de vitamina E e de vitaminas do complexo B, principalmente B3, B6, folato e biotina. Também é rica em diversos minerais como ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, selênio, cobre, manganês e cálcio. A manteiga de amendoim contém fitosteróis, ácido cumárico e resveratrol, antioxidantes que em conjunto com a vitamina E ajudam a prevenir doenças cardíacas e câncer.    Vamos aos benefícios da manteiga/ pasta de amendoim.  Amiga do coração O conjunto de antioxidantes pode ser a chave para os benefícios ao coração e aparelho circulatório. Pessoas que comem pasta de amendoim 4 vezes por semana podem reduzir o risco de morte por doença cardíaca em 37%, em comparação com pessoas que não têm o hábito. Outro benefício vem da sua capacidade de diminuir o colesterol LDL, mantendo o bom colesterol (HDL) elevado. Gorduras saudáveis Quase 50% da gordura presente no amendoim é ômega-9, o mesmo ácido graxo do abacate e do azeite de oliva e que ajuda a regular o colesterol. O restante se divide entre ômega-6 e dois tipos de gordura saturada, que são boas para o coração.    Previne o diabetes A ingestão de duas colheres de sopa de manteiga de amendoim 4 a 5 vezes por semana pode reduzir o risco de desenvolver diabetes em 30%. Por ser ótima fonte de ômega-9 ela auxilia no controle do açúcar sanguíneo e também baixa os triglicerídeos.    Ajuda a emagrecer O consumo de manteiga de amendoim 2 a 3 vezes por semana reduz em 30% a chance de ganhar peso. Isto porque o seu elevado teor de gordura e proteína acaba ajudando na saciedade e reduz a vontade de beliscar entre as refeições.  Boa para quem malha Manteiga de amendoim é uma excelente fonte de energia e contém um alto teor de proteínas que ajudam na construção muscular. Ela também é rica em potássio e magnésio, que aceleram a recuperação de músculos cansados. Além de fornecer combustível para o coração, aumentando a capacidade vascular.     Como comprar O ideal é comprar o amendoim orgânico, para evitar a ocorrência de fungos (Aspergillus flavus). O melhor armazenamento e métodos de manipulação praticamente eliminam o risco de ingestão de aflatoxina, um conhecido agente cancerígeno. Evite adquirir o amendoim se tiver qualquer sinal de mofo.     Como preparar Toste o amendoim no forno baixo por 15 a 20 minutos, para preservar os óleos saudáveis presentes nele, e sensíveis a altas temperaturas. Depois coloque no processador ou liquidificador por alguns minutos até ele virar uma pasta. Você pode acrescentar um pouco de sal na mistura. Guarde em recipiente bem fechado na geladeira.    Como consumir A manteiga de amendoim pode ser consumida ao natural direto na colher, pode ser colocada no pão ou na tapioca, acompanha uma banana, turbina sucos e vitaminas, e também pode ser usada no preparo de pratos diversos: combina com aves, arroz, quinoa e legumes.    Quantidade recomendada Uma colher de sopa caprichada tem 90 calorias e é a quantidade suficiente para enriquecer a refeição, seja o café da manhã ou um lanche. Quem malha ou tem um estilo de vida ativo pode aumentar o consumo para duas colheres de sopa. Já pudemos ver que a manteiga de amendoim é ótima e traz inúmeros benefícios para a nossa saúde, mas, não devemos deixar de consultar sempre um nutricionista, principalmente quando o assunto é perder peso ou na hora da malhação.     Enfim, depois de tudo isso, podemos comer manteiga de amendoim sem medo algum, claro que respeitando as quantidades certas né. Existem as manteigas prontas, que trazem uma certa praticidade ao dia a dia, mas também existe a possibilidade de fazermos nossa própria manteiga de amendoim.  Assim sendo, vamos investir na manteiga de amendoim, e cuidar ainda mais da nossa saúde.  * Fernanda Cristina Agustoni é nutricionista  ** Artigo publicado originalmente na versão impressa do jornal A Trombeta ediçao nº 243 de 30 de abril de 2018

Pasta ou manteiga de amendoim pode ser usada natural, doce ou salgada. Imagem livre Pixabay.com

Quais os benefícios?
A manteiga ou pasta de amendoim sacia a fome, é saborosa, nutritiva e boa para a saúde. Muitos confundem e acham que o amendoim com seu alto teor de gordura faz parte do grupo das sementes oleaginosas, como nozes, castanhas e amêndoas. Mas na verdade, o amendoim é uma leguminosa, mais próximo dos feijões. Metade da composição da manteiga de amendoim é gordura, e a outra metade é composta por proteína (25%), carboidrato (20%) e fibra (5%). Ela é uma excelente fonte de vitamina E e de vitaminas do complexo B, principalmente B3, B6, folato e biotina. Também é rica em diversos minerais como ferro, magnésio, potássio, fósforo, zinco, selênio, cobre, manganês e cálcio. A manteiga de amendoim contém fitosteróis, ácido cumárico e resveratrol, antioxidantes que em conjunto com a vitamina E ajudam a prevenir doenças cardíacas e câncer.

 

Vamos aos benefícios da manteiga/ pasta de amendoim.

Amiga do coração
O conjunto de antioxidantes pode ser a chave para os benefícios ao coração e aparelho circulatório. Pessoas que comem pasta de amendoim 4 vezes por semana podem reduzir o risco de morte por doença cardíaca em 37%, em comparação com pessoas que não têm o hábito. Outro benefício vem da sua capacidade de diminuir o colesterol LDL, mantendo o bom colesterol (HDL) elevado.
Gorduras saudáveis
Quase 50% da gordura presente no amendoim é ômega-9, o mesmo ácido graxo do abacate e do azeite de oliva e que ajuda a regular o colesterol. O restante se divide entre ômega-6 e dois tipos de gordura saturada, que são boas para o coração.

 

Previne o diabetes
A ingestão de duas colheres de sopa de manteiga de amendoim 4 a 5 vezes por semana pode reduzir o risco de desenvolver diabetes em 30%. Por ser ótima fonte de ômega-9 ela auxilia no controle do açúcar sanguíneo e também baixa os triglicerídeos.

 

Ajuda a emagrecer
O consumo de manteiga de amendoim 2 a 3 vezes por semana reduz em 30% a chance de ganhar peso. Isto porque o seu elevado teor de gordura e proteína acaba ajudando na saciedade e reduz a vontade de beliscar entre as refeições. 
Boa para quem malha
Manteiga de amendoim é uma excelente fonte de energia e contém um alto teor de proteínas que ajudam na construção muscular. Ela também é rica em potássio e magnésio, que aceleram a recuperação de músculos cansados. Além de fornecer combustível para o coração, aumentando a capacidade vascular. 

 

Como comprar
O ideal é comprar o amendoim orgânico, para evitar a ocorrência de fungos (Aspergillus flavus). O melhor armazenamento e métodos de manipulação praticamente eliminam o risco de ingestão de aflatoxina, um conhecido agente cancerígeno. Evite adquirir o amendoim se tiver qualquer sinal de mofo. 

 

Como preparar
Toste o amendoim no forno baixo por 15 a 20 minutos, para preservar os óleos saudáveis presentes nele, e sensíveis a altas temperaturas. Depois coloque no processador ou liquidificador por alguns minutos até ele virar uma pasta. Você pode acrescentar um pouco de sal na mistura. Guarde em recipiente bem fechado na geladeira.

 

Como consumir
A manteiga de amendoim pode ser consumida ao natural direto na colher, pode ser colocada no pão ou na tapioca, acompanha uma banana, turbina sucos e vitaminas, e também pode ser usada no preparo de pratos diversos: combina com aves, arroz, quinoa e legumes.

 

Quantidade recomendada
Uma colher de sopa caprichada tem 90 calorias e é a quantidade suficiente para enriquecer a refeição, seja o café da manhã ou um lanche. Quem malha ou tem um estilo de vida ativo pode aumentar o consumo para duas colheres de sopa.
Já pudemos ver que a manteiga de amendoim é ótima e traz inúmeros benefícios para a nossa saúde, mas, não devemos deixar de consultar sempre um nutricionista, principalmente quando o assunto é perder peso ou na hora da malhação. 

 

Enfim, depois de tudo isso, podemos comer manteiga de amendoim sem medo algum, claro que respeitando as quantidades certas né. Existem as manteigas prontas, que trazem uma certa praticidade ao dia a dia, mas também existe a possibilidade de fazermos nossa própria manteiga de amendoim.  Assim sendo, vamos investir na manteiga de amendoim, e cuidar ainda mais da nossa saúde.

* Fernanda Cristina Agustoni é nutricionista

** Artigo publicado originalmente na versão impressa do jornal A Trombeta ediçao nº 243 de 30 de abril de 2018

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Manteiga x Margarina
Quais as principais diferenças?

Por Fernanda Cristina Agustoni*

No café da manhã é difícil resistir ao pão com margarina, na hora do cinema a vontade de colocar manteiga na pipoca. Não há dúvidas que as duas são saborosas, mas em excesso não saudáveis. Responder qual delas é melhor para a saúde não é tão simples assim, então vamos por partes!  Qual é a diferença entre as duas?    A manteiga é de origem animal. Nada mais do que a nata do leite batida, que vira um creme de leite com soro e glóbulos de gordura. A parte líquida é retirada e a parte gordurosa é a manteiga, rica em gorduras saturadas e colesterol. Já a margarina é de origem vegetal, feita da hidrogenação de óleos vegetais como de milho ou girassol. Nesse processo, uma parte das gorduras insaturadas (mais saudáveis do que as saturadas) da receita se transforma em gordura trans.    Este tipo de gordura é pouco comum na natureza, mas costuma ser feito pela indústria para dar cremosidade aos produtos e aumentar a duração.  E vale lembrar que, por serem cheias de gorduras, tanto a manteiga como a margarina são calóricas.    A gordura saturada da manteiga é vilã? Essa discussão não parece chegar a um fim. Mas, primeiro, temos que entender que gordura não é sempre ruim para o corpo. O nosso organismo precisa da gordura para, por exemplo, absorver vitaminas como a A,B e K.    Pensando nos benefícios da gordura, a saturada tem certo potencial para nossa saúde. E por ser de origem animal ela é reconhecida por nosso corpo e digerida com maior facilidade.   A gordura saturada também contém ácidos graxos de qualidade, como o ácido butírico, que é utilizado com frequência para reduzir inflamações do sistema digestivo. Mas não podemos afirmar que esta é a melhor gordura para o organismo. Ela também pode aumentar tanto o colesterol ruim quanto o bom, e pode acumular nas paredes das artérias, situação que favorece o entupimento e doenças cardíacas com o infarto.    Mas a gordura trans da margarina é pior? No processo de fabricação da margarina, a ligação da molécula de gordura é alterada, muda de formato e, por passar por essa transformação, recebe o apelido de “trans”. Sendo de origem vegetal e quimicamente alterada, ela aumenta a dificuldade do corpo em sintetizá-la, e já fica para trás da manteiga. Nosso organismo não está preparado para lidar com esse tipo de gordura e ela pode se acumular nos vasos sanguíneos ou em órgãos importantes como o fígado. Além disso, a gordura trans aumenta o colesterol ruim e diminuiu o colesterol bom, potencializando as chances de inflamação no corpo e os riscos cardiovasculares.    Afinal, escolho a manteiga ou a margarina? A manteiga foi a vencedora. Por ser produzida de forma natural e ser melhor digerida pelo corpo, ela é uma opção mais saudável -desde que seja consumida com moderação, por quem não tem problemas de colesterol. No entanto, apenas uma colher de chá por dia é a medida ideal.   Tente sempre deixar a margarina com gordura trans em último caso. Não teve jeito, sua receita só fica boa com ela? Não tem problema. Controlar as quantidades, não abusar do consumo e ter uma boa alimentação para equilibrar o organismo vão garantir que nada grave aconteça se você comer um pãozinho com margarina vez ou outra. Assim sendo, vamos optar pelo melhor, vamos prezar pela saúde. Vamos começar a fazer escolhas certas.  *Fernanda Cristina Agustoni é nutricionista

No café da manhã é difícil resistir ao pão com margarina, na hora do cinema a vontade de colocar manteiga na pipoca. Não há dúvidas que as duas são saborosas, mas em excesso não saudáveis. Responder qual delas é melhor para a saúde não é tão simples assim, então vamos por partes!

Qual é a diferença entre as duas? 
 

A manteiga é de origem animal. Nada mais do que a nata do leite batida, que vira um creme de leite com soro e glóbulos de gordura. A parte líquida é retirada e a parte gordurosa é a manteiga, rica em gorduras saturadas e colesterol. Já a margarina é de origem vegetal, feita da hidrogenação de óleos vegetais como de milho ou girassol. Nesse processo, uma parte das gorduras insaturadas (mais saudáveis do que as saturadas) da receita se transforma em gordura trans.

 

Este tipo de gordura é pouco comum na natureza, mas costuma ser feito pela indústria para dar cremosidade aos produtos e aumentar a duração. 
E vale lembrar que, por serem cheias de gorduras, tanto a manteiga como a margarina são calóricas.

 

A gordura saturada da manteiga é vilã?
Essa discussão não parece chegar a um fim. Mas, primeiro, temos que entender que gordura não é sempre ruim para o corpo. O nosso organismo precisa da gordura para, por exemplo, absorver vitaminas como a A,B e K. 

 

Pensando nos benefícios da gordura, a saturada tem certo potencial para nossa saúde. E por ser de origem animal ela é reconhecida por nosso corpo e digerida com maior facilidade.
 

A gordura saturada também contém ácidos graxos de qualidade, como o ácido butírico, que é utilizado com frequência para reduzir inflamações do sistema digestivo. Mas não podemos afirmar que esta é a melhor gordura para o organismo. Ela também pode aumentar tanto o colesterol ruim quanto o bom, e pode acumular nas paredes das artérias, situação que favorece o entupimento e doenças cardíacas com o infarto.

 

Mas a gordura trans da margarina é pior?
No processo de fabricação da margarina, a ligação da molécula de gordura é alterada, muda de formato e, por passar por essa transformação, recebe o apelido de “trans”. Sendo de origem vegetal e quimicamente alterada, ela aumenta a dificuldade do corpo em sintetizá-la, e já fica para trás da manteiga. Nosso organismo não está preparado para lidar com esse tipo de gordura e ela pode se acumular nos vasos sanguíneos ou em órgãos importantes como o fígado.
Além disso, a gordura trans aumenta o colesterol ruim e diminuiu o colesterol bom, potencializando as chances de inflamação no corpo e os riscos cardiovasculares.

 

Afinal, escolho a manteiga ou a margarina?
A manteiga foi a vencedora. Por ser produzida de forma natural e ser melhor digerida pelo corpo, ela é uma opção mais saudável -desde que seja consumida com moderação, por quem não tem problemas de colesterol. No entanto, apenas uma colher de chá por dia é a medida ideal.

 

Tente sempre deixar a margarina com gordura trans em último caso. Não teve jeito, sua receita só fica boa com ela? Não tem problema. Controlar as quantidades, não abusar do consumo e ter uma boa alimentação para equilibrar o organismo vão garantir que nada grave aconteça se você comer um pãozinho com margarina vez ou outra.
Assim sendo, vamos optar pelo melhor, vamos prezar pela saúde. Vamos começar a fazer escolhas certas.

*Fernanda Cristina Agustoni é nutricionista
 

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O poder e suas implicações

Por Maria Cláudia Machado*

Não é possível falar em relações de poder sem imaginar a presença de dois ou mais indivíduos ou grupos. Imediatamente, imagina-se também, uma relação de subordinante e subordinado, ou seja, a concepção de poder como a qualidade de quem demonstra a condição ou capacidade natural ou adquirida para desempenhar determinada tarefa deu lugar à concepção de domínio e controle exercidos sobre coisas e pessoas, geralmente por uma “autoridade”. Esta palavra deveria estar mais relacionada a um indivíduo que demonstra profundo conhecimento a respeito de determinado tema. No entanto, atualmente, se refere, mais frequentemente, a alguém que ocupa uma posição superior na hierarquia, mas que não possui, necessariamente, mérito para ocupá-la, pois carece de atributos intelectuais e inclusive morais.   Num país como o nosso, com uma mentalidade colonial e escravocrata arraigada, ser “autoridade” é sinônimo de superioridade. Onde mora o perigo? Na sede de poder e no seu mau uso, pois decisões arbitrárias, por meio de uma simples canetada, podem comprometer a vida de quase toda a população, menos da elite. É raro um governo que não a proteja e não se proteja. O prejuízo sempre fica para os “sem poder”. Exemplos revoltantes não faltam, principalmente na atual conjuntura.   Mas, eis uma contradição: os “sem poder” são maioria, são eleitores e tem o poder de mudar o rumo da política no Brasil. É só não cair no conto da carochinha em época de eleições, deixar a inércia de lado e se informar. Basta de mentiras, de falsos discursos preparados por marqueteiros. A situação só piora; as promessas não são cumpridas. É difícil enxergar o óbvio?   Você já imaginou como a sua vida e de sua família poderiam ser mais tranquilas se parte dos trilhões arrecadados em impostos fossem usados para oferecer, ao menos, serviços básicos obrigatórios de boa qualidade, como saúde, educação e segurança? Não dê poder a quem vai te prejudicar e governar em benefício próprio. Não acredite em salvador da pátria. Não confie em quem quer comprar o seu voto. Empodere-se, exerça o papel de cidadão responsável!    * Maria Cláudia Machado é professora na Academia da Força Aérea

Imagens livres Pixabay  modificadas - Arte: Jornal A Trombeta

Não é possível falar em relações de poder sem imaginar a presença de dois ou mais indivíduos ou grupos. Imediatamente, imagina-se também, uma relação de subordinante e subordinado, ou seja, a concepção de poder como a qualidade de quem demonstra a condição ou capacidade natural ou adquirida para desempenhar determinada tarefa deu lugar à concepção de domínio e controle exercidos sobre coisas e pessoas, geralmente por uma “autoridade”. Esta palavra deveria estar mais relacionada a um indivíduo que demonstra profundo conhecimento a respeito de determinado tema. No entanto, atualmente, se refere, mais frequentemente, a alguém que ocupa uma posição superior na hierarquia, mas que não possui, necessariamente, mérito para ocupá-la, pois carece de atributos intelectuais e inclusive morais.
 

Num país como o nosso, com uma mentalidade colonial e escravocrata arraigada, ser “autoridade” é sinônimo de superioridade. Onde mora o perigo? Na sede de poder e no seu mau uso, pois decisões arbitrárias, por meio de uma simples canetada, podem comprometer a vida de quase toda a população, menos da elite. É raro um governo que não a proteja e não se proteja. O prejuízo sempre fica para os “sem poder”. Exemplos revoltantes não faltam, principalmente na atual conjuntura.
 

Mas, eis uma contradição: os “sem poder” são maioria, são eleitores e tem o poder de mudar o rumo da política no Brasil. É só não cair no conto da carochinha em época de eleições, deixar a inércia de lado e se informar. Basta de mentiras, de falsos discursos preparados por marqueteiros. A situação só piora; as promessas não são cumpridas. É difícil enxergar o óbvio?
 

Você já imaginou como a sua vida e de sua família poderiam ser mais tranquilas se parte dos trilhões arrecadados em impostos fossem usados para oferecer, ao menos, serviços básicos obrigatórios de boa qualidade, como saúde, educação e segurança?
Não dê poder a quem vai te prejudicar e governar em benefício próprio. Não acredite em salvador da pátria. Não confie em quem quer comprar o seu voto.
Empodere-se, exerça o papel de cidadão responsável!

 

* Maria Cláudia Machado é professora na Academia da Força Aérea