FERNANDO PRESTES 2001-2018
Manteiga x Margarina
Quais as principais diferenças?

Por Fernanda Cristina Agustoni*

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No café da manhã é difícil resistir ao pão com margarina, na hora do cinema a vontade de colocar manteiga na pipoca. Não há dúvidas que as duas são saborosas, mas em excesso não saudáveis. Responder qual delas é melhor para a saúde não é tão simples assim, então vamos por partes!

Qual é a diferença entre as duas? 
 

A manteiga é de origem animal. Nada mais do que a nata do leite batida, que vira um creme de leite com soro e glóbulos de gordura. A parte líquida é retirada e a parte gordurosa é a manteiga, rica em gorduras saturadas e colesterol. Já a margarina é de origem vegetal, feita da hidrogenação de óleos vegetais como de milho ou girassol. Nesse processo, uma parte das gorduras insaturadas (mais saudáveis do que as saturadas) da receita se transforma em gordura trans.

 

Este tipo de gordura é pouco comum na natureza, mas costuma ser feito pela indústria para dar cremosidade aos produtos e aumentar a duração. 
E vale lembrar que, por serem cheias de gorduras, tanto a manteiga como a margarina são calóricas.

 

A gordura saturada da manteiga é vilã?
Essa discussão não parece chegar a um fim. Mas, primeiro, temos que entender que gordura não é sempre ruim para o corpo. O nosso organismo precisa da gordura para, por exemplo, absorver vitaminas como a A,B e K. 

 

Pensando nos benefícios da gordura, a saturada tem certo potencial para nossa saúde. E por ser de origem animal ela é reconhecida por nosso corpo e digerida com maior facilidade.
 

A gordura saturada também contém ácidos graxos de qualidade, como o ácido butírico, que é utilizado com frequência para reduzir inflamações do sistema digestivo. Mas não podemos afirmar que esta é a melhor gordura para o organismo. Ela também pode aumentar tanto o colesterol ruim quanto o bom, e pode acumular nas paredes das artérias, situação que favorece o entupimento e doenças cardíacas com o infarto.

 

Mas a gordura trans da margarina é pior?
No processo de fabricação da margarina, a ligação da molécula de gordura é alterada, muda de formato e, por passar por essa transformação, recebe o apelido de “trans”. Sendo de origem vegetal e quimicamente alterada, ela aumenta a dificuldade do corpo em sintetizá-la, e já fica para trás da manteiga. Nosso organismo não está preparado para lidar com esse tipo de gordura e ela pode se acumular nos vasos sanguíneos ou em órgãos importantes como o fígado.
Além disso, a gordura trans aumenta o colesterol ruim e diminuiu o colesterol bom, potencializando as chances de inflamação no corpo e os riscos cardiovasculares.

 

Afinal, escolho a manteiga ou a margarina?
A manteiga foi a vencedora. Por ser produzida de forma natural e ser melhor digerida pelo corpo, ela é uma opção mais saudável -desde que seja consumida com moderação, por quem não tem problemas de colesterol. No entanto, apenas uma colher de chá por dia é a medida ideal.

 

Tente sempre deixar a margarina com gordura trans em último caso. Não teve jeito, sua receita só fica boa com ela? Não tem problema. Controlar as quantidades, não abusar do consumo e ter uma boa alimentação para equilibrar o organismo vão garantir que nada grave aconteça se você comer um pãozinho com margarina vez ou outra.
Assim sendo, vamos optar pelo melhor, vamos prezar pela saúde. Vamos começar a fazer escolhas certas.

*Fernanda Cristina Agustoni é nutricionista
 

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O poder e suas implicações

Por Maria Cláudia Machado*

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Imagens livres Pixabay  modificadas - Arte: Jornal A Trombeta

Não é possível falar em relações de poder sem imaginar a presença de dois ou mais indivíduos ou grupos. Imediatamente, imagina-se também, uma relação de subordinante e subordinado, ou seja, a concepção de poder como a qualidade de quem demonstra a condição ou capacidade natural ou adquirida para desempenhar determinada tarefa deu lugar à concepção de domínio e controle exercidos sobre coisas e pessoas, geralmente por uma “autoridade”. Esta palavra deveria estar mais relacionada a um indivíduo que demonstra profundo conhecimento a respeito de determinado tema. No entanto, atualmente, se refere, mais frequentemente, a alguém que ocupa uma posição superior na hierarquia, mas que não possui, necessariamente, mérito para ocupá-la, pois carece de atributos intelectuais e inclusive morais.
 

Num país como o nosso, com uma mentalidade colonial e escravocrata arraigada, ser “autoridade” é sinônimo de superioridade. Onde mora o perigo? Na sede de poder e no seu mau uso, pois decisões arbitrárias, por meio de uma simples canetada, podem comprometer a vida de quase toda a população, menos da elite. É raro um governo que não a proteja e não se proteja. O prejuízo sempre fica para os “sem poder”. Exemplos revoltantes não faltam, principalmente na atual conjuntura.
 

Mas, eis uma contradição: os “sem poder” são maioria, são eleitores e tem o poder de mudar o rumo da política no Brasil. É só não cair no conto da carochinha em época de eleições, deixar a inércia de lado e se informar. Basta de mentiras, de falsos discursos preparados por marqueteiros. A situação só piora; as promessas não são cumpridas. É difícil enxergar o óbvio?
 

Você já imaginou como a sua vida e de sua família poderiam ser mais tranquilas se parte dos trilhões arrecadados em impostos fossem usados para oferecer, ao menos, serviços básicos obrigatórios de boa qualidade, como saúde, educação e segurança?
Não dê poder a quem vai te prejudicar e governar em benefício próprio. Não acredite em salvador da pátria. Não confie em quem quer comprar o seu voto.
Empodere-se, exerça o papel de cidadão responsável!

 

* Maria Cláudia Machado é professora na Academia da Força Aérea